domingo, 10 de dezembro de 2017


Luiz Castro
A SEIVA DO SENHOR – No fundo da minha residência avistamos e reverenciamos no alto do morro do Convento da Piedade, uma frondosa arvore frutífera que diariamente alimentam os pássaros que ali gorjeiam, além de embelezar o local, mostrando-nos a criação de Deus dizendo-nos: “ Crescei, Multiplicai e dê frutos”...

Essa arvore faz-me lembrar um Retiro de Silêncio que participei há 30 anos passados, pregado pela saudosa Carmita Overbeck, fundadora do Movimento de Cursilhos da Cristandade em todo Nordeste.
Nesse retiro de silêncio total durante três dias, em uma de suas pregações sobre uma passagem bíblica que muito nos nutriu espiritualmente e no final da palestra ela solicitou que fizéssemos um deserto individualmente e que fossemos para um determinado local, para que digeríssemos as palavras proferidas iluminadas pelo Divino Espírito Santo.
Desloquei-me para um local bastante isolado na Casa de Retiro N. S. das Graças localizada no Alto da Conquista, e fiquei a contemplar um belo jardim onde havia dois pés de graxas, sendo que uma estava totalmente viçosa, florida cheia de necta, enquanto a outra estava totalmente desfolhada, seca e ressequida. Diante daquele quadro observei que o pé de graxa que estava viçosa era visitada pelos irmãos beija flor onde eles se nutriam fartamente da seiva, enquanto a outra arvore que nada tinha a oferecer, pois estava sem vida, desfolhada e sem flores não recebia nenhuma visita dos pássaros.
Fiquei contemplando aquele fenômeno espiritual e conseguir captar a mensagem da palestrante sobre a passagem bíblica transmitida anteriormente, ou seja: Quando estamos floridos e cheios do amor de Deus, somos procurados por outros irmãos, parentes e amigos para se alimentarem do nosso testemunho de vida. No entanto quando estamos ressequidos, sem fé, sem esperança, sem vida, sem esperança sem nada ter a oferecer ao irmão somos evidentemente esquecidos, sem ser procurados.
Daí é que temos certeza que a seiva de Deus está no coração daqueles que procuram se nutrir de sua palavra, crendo cada vez na Ressurreição de Cristo renovando a cada dia pela Eucaristia.
Portanto para que possamos ser uma arvore frondosa e cheia de frutos, temos que adubar nossas vidas com a leitura e meditação da Bíblia.
Santo Augustinho nos disse: “Ninguém ama aquilo que não o conhece”.
Portanto procure ainda hoje adubar sua vida da misericórdia Divina, pois mais que nunca o mundo em que vivemos precisa de nossas presenças nos ambientes.
Façamos igual aquele passarinho que ao perceber que a floresta estava em chamas, ele ficou bastante preocupado pelo fato que ali era aonde residia e se alimentava e imediatamente ele tomou suas providencias pegando uma folhinha da arvore pelo bico e passou transportar do rio um pouco de água e jogar sobre o incêndio, tentando apagá-lo. Os animais que ali viviam perceberam a agonia daquele passarinho e disseram que ele não conseguiria apagar aquele monstruoso incêndio e ele imediatamente respondeu: “Sei que não poderei apagar o incêndio, porém estou fazendo minha parte”.
Portanto meus irmãos e minhas irmãs façam também sua parte, dê seu primeiro passo.
O Santo Papa Francisco nos pede diariamente que quebramos nossos espelhos de nossas casas para que não fiquemos apenas nos admirando e sim passarmos a ir ao encontro de outros irmãos que precisam de nossas presenças e da nossa participação por um mundo novo cheio de esperança em Cristo Jesus.

Viva a Vida!


Colaboração de Luiz Castro
Participante do Movimento de Cursilhos da Cristandade – Diocese de Ilhéus


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