quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O ex-policial civil Cantídio Nascimento Filho, de 36 anos, será levado a júri popular no próximo dia 17, no Fórum Ruy Barbosa, em Itabuna, a partir das 8h30min. Demitido da polícia civil em 2013, Cantídio será julgado pelo assassinato do agente penitenciário Marcone Pena dos Santos. A acusação ficará a cargo da promotora de Justiça Cleide Ramos, além do advogado criminalista Jefferson Domingues, que atuará como assistente. Acusado de homicídio qualificado por motivo fútil, o ex-policial poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão. O homicida é defendido por Bruno Daneu. O crime ocorreu na madrugada de 6 de maio de 2012, durante festa de camisa no parque de vaquejada Espora de Ouro. O ex-policial civil assediou a mulher de Marcone durante a festa. O agente penitenciário foi morto ao discutir com o ex-policial. Cantídio sacou uma pistola Taurus ponto 40 e atirou na vítima, que tentou se proteger, porém o disparo atingiu o abdome. Cantídio não estava trabalhando no dia do crime, apenas curtia a festa. Ele era lotado na Polícia Civil em Iguaí, no centro-sul baiano. Acabou sendo preso em flagrante e levado para a Corregedoria da Polícia Civil, em Salvador, com a pistola, dez munições intactas e um carregador. Acabou ganhando liberdade pouco mais de 30 dias após o crime. A família do agente penitenciário espera que seja feita justiça, segundo o advogado Jefferson Domingues em entrevista ao Pimenta. O caso teve ampla repercussão à época, mas não foi a única tentativa de homicídio atribuída ao ex-policial civil. No mesmo local, em 2005, Cantídio atirou em Rubens Faustino. Respondeu a processo por lesão corporal simples. Rubens ficou com deficiência física por causa dos tiros.

Pimenta


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