domingo, 19 de julho de 2015

Um milhão de motoristas em todo o país fizeram o chamado seguro pirata para o carro, contratando cooperativas e associações de classe. A estimativa é do Sindicato Nacional dos Corretores de Seguros (Sincor). As apólices são, em geral, 60% mais baratas do que as de seguros oficiais. Segundo a entidade, o problema começa quando o segurado precisa usar o serviço, por causa de um sinistro como acidente ou roubo. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) mapeou a ação das associações e cooperativas que vendem seguro irregular em todo o país. Foram identificadas 277 entidades que vendem a chamada Proteção Automotiva, principal segmento em que atuam, em 18 estados. Outras 23 empresas são conhecidas, porém, suas sedes ainda não foram identificadas. — Essas associações e cooperativas não são fiscalizadas pela Susep, responsável por fiscalizar o setor, e o segurado não tem nenhuma garantia de recebimento da indenização, em caso de sinistro — explica Dorival Alves, vice presidente do Sincor-DF. A Susep informou que, caso o consumidor tenha contratado um produto de cooperativas e associações que atuam no mercado marginal, deve não somente buscar a Justiça como também fazer uma denúncia ao órgão. — Os consumidores são atraídos pelos preços baixos, mas é um risco enorme — avalia Henrique Brandão, presidente do Sincor-RJ. No site da Susep, há um link de consulta das seguradoras autorizadas. Além disso, é possível verificar as condições contratuais de apólices, por meio de seu número de processo, e a situação cadastral do corretor, com do número de seu registro.

g1


0 comentários:

Postar um comentário

O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.