quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quem nunca desejou saber com quem seu parceiro ou os seus amigos estão conversando no WhatsApp, e o que estão falando? Cuidado! Essa é a proposta do novo vírus no WhatsApp, identificado pela PSafe. A empresa brasileira de segurança na web conta que a ameaça finge oferecer a funcionalidade de espionagem para os usuários do aplicativo de mensagens. 
“Já é possível espiar as conversas de seus contatos do WhatsApp e ver com quem eles conversam”, oferta o link que é compartilhado via mensagem no próprio aplicativo. “Realmente funcionou, e acabei descobrindo quem é amigo de verdade”, completa a proposta falsa.
(Foto: Reprodução)

O gerente de segurança da empresa, Emilio Simoni, afirma que a ameaça foi identificada após o bloqueio automático no aparelho de 100 mil usuários que já possuíam o antivírus do PSafe baixado. “100 mil foi o número de vezes que o PSafe defendeu e bloqueou o vírus nos celulares. O índice pode ser muito maior”, diz Emilio.
De acordo com Emilio, o golpe consiste em receber uma mensagem de um contato convidando as pessoas a instalarem a nova função. Ao clicar no link, o usuário é direcionado para uma página na web que solicita o compartilhamento com dez amigos para ativar o 'WhatsEspião'. "O WhatsApp é aberto automaticamente e uma segunda página aparece avisando que para finalizar a instalação é preciso fazer o cadastro”, explica o gerente. Após isso, a pessoa é encaminhada para outro endereço de SMS pago que solicita o número de telefone.
Emilio explica que basta inserir o número para que o celular seja infectado com o vírus. Com isso, além de prejuízos financeiros, com a cobrança de tarifa automática, sem que a pessoa perceba, os usuários também correm o risco de ter seus dados expostos ou roubados. 
Para evitar esse tipo de golpe, o CEO da PSafe, Marco DeMello, reforça a necessidade de possuir um antivírus instalado no celular. “Um ‘cérebro biológico’ não é capaz de se defender de um ‘cérebro eletrônico’ (ataque cibernético)”, alerta o executivo. Quem utiliza um aplicativo de segurança que possua bloqueio de antiphishing (páginas maliciosas), é alertado sobre a ameaça assim que ele clica na URL, podendo evitar o dano.
Para Rodrigo Nejm, "nem todo mundo percebe, mas é preciso ter e manter atualizado um software de antivírus, da mesma forma que nos computadores. Porque o celular é uma espécie de micro computador”
8 formas de proteger seu WhatsApp:
1. Instale no celular um antivírus com bloqueio antiphishing. A recomendação é do gerente de segurança da PSafe, Emilio Simoni. Páginas desconhecidas são monitoradas com esse sistema de segurança específico, que alerta a ameaça assim que o usuário clica no URL, e efetua o bloqueio.
2. Sempre desconfie da origem dos conteúdos compartilhados e evite clicar em links ou ofertas de descontos e promoções. “O WhatsApp nunca iria oferecer esse tipo de funcionalidade para espiar contatos, por isso é importante ficar atento e desconfiar”, recomenda Emílio.
3. Suspeite quando um contato ou um desconhecido compartilhar endereços de web ou arquivos de uma hora para outra. Na dúvida, peça ao contato que explique mais sobre o conteúdo encaminhado.
4. Não clique em links que informam novas versões do WhatsApp, as atualizações não são indicadas através de mensagens privadas aos usuários.
5. Sempre apague as suas conversas. A dica, além de proteger a privacidade, pode liberar a memória do seu celular. 
6. Em seu WhatsApp, clique em Ajustes e vá até a opção Uso de Dados. Lá é possível travar o download automático de mída – imagens, vídeos e documentos – o que permite que você baixe o conteúdo quando e se quiser. 
7. Bloqueie o celular com senha para certificar a sua privacidade. “É super importante manter uma senha segura para que as pessoas não tenham acesso ao seu aparelho”, aconselha Rodrigo Nejm.
8. Só faça downloads de aplicativos em lojas oficiais, lá há a confiança de originalidade dos apps. 
9. Ao levar seu aparelho para consertos, não esqueça de apagar conversas, dados e senhas em blocos de notas. "É importante lembrar de sempre apagar informações pessoais do celular antes de enviar o aparelho para a assistência técnica. Podem ter pessoas mal intencionadas que se aproveitem disso”, diz Rodrigo Nejm.
* Renata Drews é integrante da 11ª turma do programa Correio de Futuro
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