sexta-feira, 18 de março de 2016


Restauradores encontraram ouro 24 quilates durante obra de restauração realizada no altar da Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo, em Itacaré, região sul da Bahia. O templo, que passa por reparos há dois meses, com previsão de custar quase R$ 300 mil, não tem apoio financeiro de órgãos públicos, e é custeado pelo projeto que se chama “A Fé Restaurada”. Os trabalhos são financiados por doações da comunidade e de turistas. Na igreja, fundada no século XVII, e tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), os restauradores descobriram que parte da estrutura carrega traços dos jesuítas. Os reparos no altar começaram em janeiro deste ano, quando os especialistas começaram a retirar várias camadas da tinta verde que cobriam o altar central da igreja, e descobriram que os detalhes entalhados são de ouro. Sob a tinta verde, os especialistas também localizaram vários trabalhos artísticos de pintura e encontraram a cor original do altar, em tom amarelo. Em baixo do piso comum colocado no altar, mais uma descoberta: cerâmica da época dos jesuítas, que pode ter mais de 300 anos. “Nossa pretensão é resgatar o máximo possível da originalidade, que foi descaracterizada ao longo do tempo por falta de conhecimento, por falta de materiais”, conta Bruno Visco, restaurador do Ipac. 
G1

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