O FOGO AMIGO DO PT É UM REFLEXO NEGATIVO PARA A SUCESSÃO MUNICIPAL

O PT é o partido da Presidente da República do Brasil e do governo do Estado da Bahia, mas, lamentavelmente, em Ilhéus, a essas alturas, ainda não tem e dificilmente terá um nome de consenso capaz de vislumbrar a possibilidade de representá-lo em condições reais de disputar o pleito de outubro vindouro.

O partido da estrela vermelha é como o Colo Colo, se limita em constituir o time em cima da hora. No inicio do campeonato. Antes disso sobrevive de discursos e depois disso, a cada campeonato,  e/ou a cada pleito, embora na desolação, nem um, nem o outro  se preocupa em inovar, nem em renovar. E só “CRESCE QUEM RENOVA”, como assim a CEPLAC desenvolveu uma campanha  de conscientização em defesa da cacauicultura nos ano 70. E cresceu. Com sucesso.

Presume-se que por isso, o irrealizável sonho de eleger um prefeito estrelado, motivou inexplicavelmente a adoção do prefeito Newton Lima que trouxe consigo no pacote, uma  Administração desastrosa, herdando, por conseguinte, o Poder, mas, com este, um desgaste jamais visto na história política de Ilhéus.

A política não  é arte de se fazer milagre, nem salão de beleza onde se pode transformar esteticamente uma pessoa em um curto intervalo de tempo, cuja constatação transformista se pode verificar na observação do ANTES e do imediatamente DEPOIS.

Na verdade o PT/ILHÉUS dispõe de nomes novos com capacidade de liderança, cujos nomes ao invés de serem trabalhados e preparados para alçarem altos vôos fortalecendo a base, são subutilizados pelos caciques estrelares como meros cabos eleitorais e alguns, os mais destacados, quando muito alcançam, atingem ao direito tomar um cafezinho depois do almoço, porque palmas só para os caciques. E quando das eleições, adivinhe quem aparece como salvação? As mesmas caras, com os mesmos discursos, com as mesmas estratégias mais exaustas que Tereza Batista Cansada de Guerra. Aí, nem milagre salva.

Nada temos a ver com os problemas internos do PT. Entretanto, quando os reflexos desses problemas interferem negativamente ou as suas conseqüências ameaçam de alguma forma a luta pelo soerguimento do nosso município, aí é hora de botarmos um pé atrás, a cabeça para funcionar e rechaçar todas e quaisquer iniciativas e investidas quer sejam políticas, administrativas, ou, “raios que o parta” e acionarmos o nosso sistema de defesa, para que evitemos a continuidade do que aí está e não contribuamos, para com a desgraça total da nossa região.

São preocupantes as noticias dos conflitos internos gerados entre duas tendências do PT, cujo partido pretende naturalmente se habilitar a concorrer às eleições que levará o vencedor ao assento do Palácio Paranaguá.

Parece que desse conflito resultou a exoneração do Gerente da Direc 6.

Sem adentrarmos no aspecto meritório da questão conflituosa estrelar, cá, na superfície, causa-nos estranheza o ato exoneratório do qual foi vítima o Professor Ednei Mendonça, quando avaliamos a questão sob o prisma do trabalho desenvolvido, interação com as comunidades, atendimento ao público e presença contínua em ações conjuntas que delas dependa da Educação estadual e municipal, mesmo sem que lhe tenha sido oferecidas pelo Estado, as condições adequadas para desenvolvimento de um trabalho melhor. Essa situação deve ser sopesada, medida e avaliada detidamente, por nós, ilheenses.

O Professor Ednei Mendonça vem realizando um trabalho satisfatório no gerenciamento da DIREC, superando efeitos das dificuldades antecedentes à sua gestão, demonstrando habilidade e zelo na forma de administrar e, mesmo assim está sendo exonerado, porque, segundo comentam, um mourubixaba da aldeia  “Pedras Pretas Partidas” de mesma etnia estrelar, portanto, estranhos ao “cacicado” dos “Ilhéos”, decidiu decepar-lhe a cabeça , para demonstrar que ser da mesma etnia não significa unidade.

Esses reflexos negativos nos amedrontam, quando o foco é o Palácio Paranaguá. Imaginemos um membro estrelar do “cacicado” dos “Ilhéos” guiando os rumos do nosso município satisfatoriamente e, de repente, por conveniência, o poderoso mourubixaba da aldeia “Pedras Pretas Partidas” resolva interferir, determinando a adoção de uma medida para atendimento de um interesse político seu e não seja atendido: “FOVOCO” À VISTA. FOGO AMIGO. CONFLITO DE ALDEIAS. GUERRA DE CONSTELAÇÕES.

E nós? Ah! e nós?

Pergunte ao Professor Ednei Mendonça sobre os reflexos negativos, sobre a decepção e a dor de ser atingido pelas labaredas de um FOGO AMIGO, triplique todos esses efeitos em nossa direção, porque numa situação idêntica seremos alcançados pelo FOGO DA INDIFERENÇA, considerando que não somos índios da mesma etnia deles, nem estrelas da mesma constelação.

O futuro de Ilhéus está logo ali, seguramente seguro, mas sem FOGO AMIGO, nem FOGO DA INDIFERENÇA. Essas condutas não poderão ocupar espaços na Ilhéus da Era do Porto Sul.

É que o intermodal porto sul trará aumento de arrecadação, progresso, crescimento e desenvolvimento econômico-social, mas, em contrapartida depararemos com o fenômeno da população migrante, que dobrará a nossa população atual e dependerá de uma Administração capaz, eficiente, unida, com muita ação e pouco discurso, com muito trabalho sério e menos publicidade, promovendo políticas públicas adequadas, na proporção exata da necessidade de cada área, com um olhar especial, devotado e sempre fixado no social, para não descambar pelo caminho do desequilíbrio administrativo, fertilizando o solo da nossa terra para a semeadura da ascensão do tráfico de drogas, da prostituição, da favelização e de outras derivações do submundo.

Não viveremos em um paraíso, nem no inferno, mas com a tranqüilidade necessária de uma sobrevida digna, se formos geridos politicamente sem FOGOS AMIGO, INIMIGO, NEM INDIFERENTE, longe de futricas e distante de caciques, governados por pessoas sérias, competentes, atuantes e administrativamente com disponibilidade para execução de um trabalho probo, eficaz e transparente.

Não temos o direito de intervir, nem de opinar sobre os conflitos internos do PT/ILHÉUS, mas temos o dever de nos blindar e de nos defender das conseqüências e dos efeitos nocivos decorrentes desses conflitos.

Com erros e acertos essa é a nossa opinião.

Aldircemiro Ferreira Duarte - MIRINHO

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